Bom dia a todos! Como havia prometido anteriormente, transcreverei algumas passagens do Diário de Guerra de Conde D'Eu, versando sobre fornecimento de gado e sobre uma incursão de um destacamento:
"O comandante da praça de Humaitá comunicou que, sem atenderem às advertências do Comando-em-chefe, os fornecedores Lesica & Lanus persistiram em conservar uma invernada de 8000 reses entre o Passo da Pátria e o Rio Tebicuray, em pontos não livres de um ataque inimigo. Sua Alteza determinou, pois, que desde já ficava expressamente proibida a estada de grandes porções de gado em território paraguaio sob pretexto de descanço, devendo o comandante de Humaitá e o chefe da estação naval vigiar na repressão de tal abuso, fazendo com que as invernadas se mantenham todas em terras correntinas.
- Da vanguarda, recebeu o quartel-general um telegrama participando que, na exploração da manhã até Patiño-Cuê haviam-se adiantado algum tanto imprudentemente do grosso da cavalaria doze homens comandados pelo Capitão Fonseca Ramos, os quais, envolvidos logo por infantaria inimiga, tiveram que abrir caminho à espada, perdendo quatro homens e quatro cavalos, e ficando ferido aquele oficial e um soldado a mais."
Podemos analisar o problema que tivemos para fornecer alimentação à tropa. Não só o gado como a forragem para os cavalos eram fator primordial para a continuidade da luta. Era comum o atraso na entrega e o saque, por isso a preocupação do Conde D'Eu. O incidente com os cavalarianos ilustra que na terceira fase (e última) da campanha, a vontade de encerrar de uma vez a guerra fazia com que alguns se precipitassem buscando o combate, mesmo que de forma pouco aconselhável.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Dificuldades da Guerra
Estudando o diário de campanha do Conde D'Eu (Escrito pelo Visconde de Taunay), constatei mais uma vez o quanto é difícil permanecer combatendo em terreno inóspito. Muitos dos comandantes de nosso Exército eram senhores em idade considerável para a época. Imaginem agora esses senhores tendo que progredir em um local alagadiço, cheio de mosquitos, com chuvas constantes, calor... bem, só por causa de doenças perdemos muitos homens na Guerra do Paraguai. Generais gabaritados como Osório e Caxias tiveram que deixar o campo de batalha doentes mais de uma vez ao longo da campanha.
A situação do terreno complicava a logística e muitas vezes a tropa passava dias com ração reduzida. Outro fato que muito contribuiu para a insalubridade da tropa foi o surto de Cólera, que se alastrou rapidamente.
Numa próxima vez vou transcrever trechos do diário de campanha para ilustrar esses fatos. Hoje estou sem tempo e cansado... um abraço a todos!
A situação do terreno complicava a logística e muitas vezes a tropa passava dias com ração reduzida. Outro fato que muito contribuiu para a insalubridade da tropa foi o surto de Cólera, que se alastrou rapidamente.
Numa próxima vez vou transcrever trechos do diário de campanha para ilustrar esses fatos. Hoje estou sem tempo e cansado... um abraço a todos!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Guerra do Paraguai - Conde D'Eu

Estou preparando uma apresentação para essa sexta feira (20/08/2010) sobre o comando do Conde D'Eu na Guerra do Paraguai. Sempre ouvi dizer que ele chegou com a guerra ganha, que só ganhou o comando porque era genro de Don Pedro II etc. Bem, na verdade essas coisas tem seu fundo de razão...
O Conde D'Eu não era leigo no militarismo, havia participado de campanhas no norte da África (Marrocos) lutando no Exército Espanhol (ele era francês de nascimento). Cursou academia militar e conseguiu ser declarado capitão. Ao casar com a Princesa Isabel, o nosso imperador o declarou oficial do Exército Brasileiro e o promoveu à Marechal de Exército... bem, ele tinha 24 anos, apenas... quando Caxias teve que sair de cena, derrotando a maior parte do Exército Paraguaio e assegurando a ocupação de Assunção, o cargo de Comandante em Chefe poderia ir para alguns oficiais bem gabaritados, como Osório, por exemplo, que tinha muito mais experiência do que a maioria dos outros. Mas ficou mesmo com o Marechal Conde D'Eu! Pois é, é a "peixada" desde sempre no Exército...
Brincadeiras a parte, o Conde fez um trabalho digno apesar de tudo, e a campanha teve o desfecho mais que esperado, com a morte de Solano Lopez.
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